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Refletindo sobre o Português

Refletindo sobre o Português

A Língua Portuguesa, quer seja seu ensino, quer seja sua aprendizagem, desde muito tempo apresenta-se como um desafio a muitos brasileiros. Está ainda arreigado em nossa cultura mitos como “português é difícil”, e um mais grave ainda, que “brasileiro não sabe português”.

Serão necessários ainda muitos anos de militância para que a “esquerda” linguista consiga “arrancar” a mistificação falaciosa que circunda o ensino da nossa língua materna. Muito embora seja uma verdade que o ensino-aprendizagem de português já passou por mudanças significativas neste longo caminho já percorrido.

Assim sendo, o ensino de português hoje perpassa por desafios e percalços que vão deste a escolha do livro didático até a tão temida hora da produção textual. E sabido dos profissionais da área que hoje o ensino de língua materna – teoria defendida por inúmeros estudiosos - só faz sentido na medida em que parte da análise de uma língua viva, real, que está presente na vida dos falantes.  Logo, os materiais que os docentes utilizam para refletir sobre esta língua deve refletir tal condição.

Não é surpresa alguma que tudo que não utilizamos ou que não faz parte do nosso cotidiano, acaba sendo algo sem importância e sem razão de existir. O português que por muito tempo foi pregado e venerado nas escolas, era algo semelhante ao que descrevo nas primeiras linhas deste parágrafo. Estruturas rígidas, análises sintáticas que exibiam uma língua que o povo não usa acabou por envolver nossa língua mãe numa nuvem marcada pelo medo e pelo distanciamento dos sujeitos reais. 

Todavia, é preciso destacar que todos somos falantes competentes do português do Brasil. Não me refiro ao português, cujo uma pequena amostra se encontra na tão famigerada gramatica normativa -  mais sim ao português das ruas, das esquinas, das praças, dos bares, das casas, o português das brincadeiras das crianças. Língua viva e em constante processo de transformação e evolução.

Prof.ª Msc. Gleubia da S. Sousa.