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A Língua Brasileira de Sinais

A Língua Brasileira de Sinais

 A língua brasileira de sinais (LIBRAS) foi surgiu a partir da língua de sinais francesa. As línguas de sinais não são universais, cada país possui a sua. Durante muito tempo, a metodologia educacional adotada para o ensino de pessoas surdas era o Oralismo. Mas, para que a LIBRAS chegasse hoje a ser reconhecida como Língua e como disciplinar escolar em nosso território foram anos e anos de muitas lutas do povo surdo de nosso Pais. Imagine que existem surdos desde o começo da humanidade e com eles surgiu à língua dos sinais, que nasceu da necessidade de comunicação dessas pessoas. O tratamento oferecido a pessoas surdas esteve diretamente relacionado aos fatos que marcaram a história da humanidade, bem como os valores e crenças mantidos pela comunidade surda. Através dos estudos destes fatos, pode-se perceber que a pessoa surda nem sempre foi respeitada por sua diferença, vista como uma ''anormalidade'' dentro de uma sociedade majoritariamente ouvinte.

Atualmente, a proposta educacional para o surdo é bilíngue e, com isso, há o reconhecimento da LIBRAS, ou seja, da necessidade que todas as pessoas, surdas ou ouvintes se apropriem da Língua Brasileira de Sinais. O bilinguismo é uma proposta de ensino que o acesso à criança em duas línguas (Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa) no contexto escolar.

A LIBRAS como disciplina escolar foi regulamentada através da Lei nº 10.436/2002, através do decreto de Lei nº 5.626/2005. Os surdos depois destas leis podem aprender LIBRAS no mais variados contexto, sendo que dentre estes é fundamental se destacar a escola. Porém, infelizmente a LIBRAS ainda não está presente em todas as escolas do Brasil, sejam elas públicas ou privadas, e muitas das vezes a LIBRAS é vista apenas como instrumento de comunicação entre surdos e ouvintes e não uma disciplina como as demais. Porém, em nossa instituição de ensino “FPA” Faculdade Pan América, a LIBRAS está presente na grande curricular e nossos alunos do curso de pedagogia neste mês tiveram a oportunidade de conhecer e respeitar a LIBRAS. Em nossa aula procuramos abordar diversos assuntos no que se relacionam aos estruturalismo da Língua Brasileira de Sinais, dentre esses assuntos podemos destacar: Introdução dos Aspectos Históricos da Surdez e da Libras, Aspectos Básicos da Fonologia da Libras, Configuração das Mãos, Números em Libras, Boas Maneiras , Família etc.

Os acadêmicos compreenderam a importância da LIBRAS, no que diz respeito a educação de criança surdas, como também em um ensino inclusivo visando a integração social entre surdos e ouvintes. Hoje, a LIBRAS já faz parte do cotidiano universitário dos acadêmicos da “FPA”, pois todos se conscientizaram que aprender LIBRAS é amar e respeitar o diferente. Os alunos fizeram produções artesanais de jogos educativos em LIBRAS, objetivando trabalhar com crianças surdas como também em sala de denominativo inclusivo, entendo a importância de tais jogos no processo de desenvolvimento cognitivo das crianças surdas e ouvintes. Os jogos produzidos pelos acadêmicos da “FPA” nos mostram que os jogos muitos contribuem para uma aula diversificada e participativa em sala de aula, fazendo com que as crianças se divirtam e aprendam simultaneamente.

Concluindo, esta exposição da disciplina LIBRAS suscita a um poema de Luiz Aberto Falcão, no que concerne à Língua Brasileira de Sinais:

“Aprende-se Libras para conhecer melhor as pessoas, o mundo, o pensamento, refletindo, construindo e constituindo-se de amor e respeito pelas diferenças. Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgas... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.”

Prof. Esp. Welton Tacio de Souza Santos