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A boa educação sempre faz a diferença

O Brasil realmente é um país de extremos. De um lado, é capaz de estar no topo de rankings educacionais, como mostra o resultado da 43ª WorldSkills, espécie de avaliação internacional da educação profissional, realizada a cada dois anos. O Brasil foi o primeiro colocado em 2015, à frente de países que são referência nesse quesito, como Coreia do Sul, Alemanha e Áustria.

Por outro lado, o país ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 65ª colocação em matemática no ranking mundial do Pisa, prova coordenada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), aplicada em 70 países em 2015. Mais da metade dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível básico de proficiência nas três áreas avaliadas, e as médias de pontos estão abaixo da verificada dos 35 países da OCDE.

De olho em políticas educacionais que visem o desenvolvimento do setor no país, com foco na formação de uma mão de obra realmente qualificada para incrementar a geração de emprego e a renda, o Solar Meninos de Luz, entidade filantrópica que atua na educação de jovens carentes das comunidades do Pavão-Pavãozinho, na zona Sul do Rio, terá a educação como tema no próximo sábado, 20.

Como um dos principais palestrantes do seminário que o Solar promoverá no campus da Universidade Estácio de Sá, na Barra da Tijuca, além de educadores nacionais e estrangeiros participando do evento, estará o reitor da Estácio, Ronaldo Mota, que falará sobre o impacto das inovações tecnológicas nos resultados educacionais.

O Brasil não pode abrir mão de uma boa educação. Todo os grandes planos para o setor lançados nos últimos governos ficaram pela metade, não atingiram os objetivos esperados, o que é péssimo. Para reduzir as enormes desigualdades sociais que nos envergonham, não basta apenas crescimento econômico. É preciso um amplo processo de educação de qualidade para que possamos acumular riquezas. Sem isso, estaremos condenados a ser um país de renda média, com grande abismo entre ricos e pobres. 

Fonte: Correio Braziliense